Andorinha

livropraia

Esperei esse dia chegar desde 21 de novembro, quando me disseram que aquele era o dia mais curto do ano e, a partir do dia 22, amanheceria mais cedo e eu não teria que pegar o ônibus para o curso pensando que Deus ajuda quem cedo madruga. A cada dia, estaríamos mais perto do verão e do sol das 22h, onde meia-calça, gorro e bota seriam termos proibidos, banidos, ofensivos, palavrões piores do que qualquer coisa que a mãe do juiz de São Paulo X Corinthians escutou ontem.

É claro que quem me disse isso – não sei se propositalmente ou não – errou a data do solstício de inverno por um mês. Mas a ilusão pegou e, todas as manhãs, eu olhava com atenção pela janela para ver se o dia já começava a ser companheiro mais fiel que a noite. Minhas análises matinais terminavam sempre com um franzido na testa e grunhidos que fariam o personagem de Paul Newman em Gran Torino orgulhoso.

O mês de janeiro eu já sabia que seria o pior de todos. O ciclone que deixou a gente no escuro e virou exercício de crônica no Máster (nosso amigo Klaus) veio acompanhado de chuvas de granizo e algumas outras tormentas menores. Fevereiro chegou com a tormenta no próprio Máster e dias tão corridos que nem se o sol da meia-noite fosse um fenômeno local eu perceberia.

Um fim de semana em Portugal mudou tudo. Quando voltei, percebi que as luzes dos postes se apagavam antes de a gente sair de casa e que já não mais pegávamos o ônibus das 19h quando pareciam 22h. Um dia, fiquei olhando para o céu para determinar o horário em que o azul escuro predominaria sobre o claro e isso só aconteceu umas 19h30. Finalmente, com o fim da “Semana Fatal”, onde todos os trabalhos do Máster se coincidiram porque esse que começa passaremos nas sucursais fazendo um mini-estágio, o sol começou a brilhar e decretei que o inverno havia chegado ao fim.

accuweather1

Com um mês de antecedência ao calendário e alguns mais para a noção oficial que alguns espanhóis têm sobre o verão. Os outros, que eu encontrei fazendo de tudo pela praia – bicicleta, soneca, pesca, corrida, futebol, passeio com o cão, com os filhos, com os pais, picnic ou apenas sentar para pensar -, parecem concordar comigo. Eis o vídeo*:

*Dedicado ao tio Laerte (e o YouTube se recusou a aceitar a versão em alta qualidade, por isso vocês não podem ver o que eu vi)

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8 Respostas para “Andorinha

  1. que bacana, tudo, o post e o video e a dedicatória. boa viagem até santiago.

  2. Diva Moreno

    Adorei Quérol!
    Vou enviá-lo ao Mozart para mostrar para tia Lila, Mauri e Marilise sua homenagem ao querido tio Laerte.
    Bj, Mamys

  3. Ana Amélia

    Carol

    Adorei o vídeo em homenagem ao nosso querido tio Laerte. Seus emails estao me dando a oportunidade de ter contato com seu jeito todo único e especial de ser, que admiro muito!! Esse video diz tudo!

    Beijoca!!
    Ana Amélia

  4. Sara Faleiros

    Carol,
    Obrigada pela homenagem…. Ele era mto especiall!!
    Bjos

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  6. brydams58

    es unica neniña, encántame cómo o desfrutas todo… 🙂 a ver se mellora o tempo para vos ensinar máis praias, que o tempo bo virá, crede! jaja

    ti si q “non existes” 😉 e te da (que non “che”) tempo a todo….. tes que ensinarme, porque a min só ler unha cousa lévame tanto tempo……

    biquiÑoS!!! 😀

  7. Pingback: Reforçando mitos climáticos « Unha Galiza

  8. Ana Carolina Moreno

    Mas se num comentário você usa o Estadão para dar mais força ao seu argumento, agora não pode chutar o seu aliado pro lado porque ele discorda do seu outro argumento.

    Um pouco de coerência dentro do seu raciocínio.

    Me parece que você está remoendo suas frustrações com “o baixo nível cultural” a que chegamos e resolveu descontar em mim.

    Faça o favor de buscar outro alvo (até porque você fica usando termos e costumes lingüísticos lusófonos logo depois de tentar me ofender achando que eu era a “colonizada”.

    Não aceitarei mais comentários seus a partir de agora. Vá discutir com outra pessoa.

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