Arquivo do mês: julho 2009

Mullet argentino

Meu cabelo e esse corte foram feitos um para o outro. PS: Feliz Dia da Galícia! Estou indo pra Barcelona, mas tudo bem.

Anúncios

Deu no jornal #1 e #2

Inauguro uma seção que vislumbrei desde 19 de dezembro de 2008, mesmo antes de criar esse blog (cada um tem o seu ritmo, né). Trata-se de um espaço para mostrar ao Brasil alguma notícia que me chamou a atenção por aqui. Em uma época onde as mesmas notas de agência são publicadas de maneira idêntica nos jornais do mundo todo, achei interessante que vocês pudessem ver algo que só descobririam se estivessem na Espanha, ou se tivessem uma amiga muito legal para selecionar e  publicar no blog. “Quem não tem cão caça com gato”, já diria alguém que eu anarinaria pela crueldade contra os animais.

Para reparar os sete meses de atraso da inauguração deste espaço, que terá até categoria própria, este será um post duplo! Não quero ser processada por negligência, até porque minha mãe está cheia de tarefas como minha procuradora e não terá tempo de aparecer em nenhum tribunal.

–#1

Começo com a notícia que inspirou esta seção:

Un becerro desata el pánico en A Coruña y causa cuatro heridos

bezerro

Sim, eu moro na zona urbana. Mas a cidade grande tem dessas coisas, né não, sô? Um bezerro nas ruas de Coruña.

Era um pobre animal que estava no matadouro quando percebeu que algum despistado tinha deixado alguma porteira aberta. Em galego, a palavra liberdade se traduz para “ceibe”. Foi por isso que o bezerro fugiu. Você faria o mesmo.

Claro que o pânico fez muita gente gritar, o que aumentou o nervosismo do bicho de 400 quilos e, claro, ajudou a espalhar ainda mais medo nessa cidade pacata. No fim, ele morreu a tiros (a polícia aqui tem dias emocionantes). Cliquem no link para ler a matéria em inglês e aproveitem para ver o vídeo da ação, que é impagável.

Para quem nunca leu notícia em jornal espanhol, reparem nas diferenças: as aspas são baixas (confesso que no começo achei bem estranho, mas hoje elas me parecem esteticamente melhores que as altas que usamos no Brasil). E, se a polícia não fornece os nomes das pessoas, a nota sai com as iniciais ou sem nada mesmo. Ninguém sai fuçando por muitos detalhes.

— #2

Agua demasiado fría para un socorrista brasileño

socorristaFoto: Óscar París

Eu morro de ódio quando vejo alguém bronzeado na rua porque ainda não consegui qualquer pinta de “morenice” até hoje. Mas não tenho inveja nenhuma das horas diárias que o Daniel Jadach Oliveira Lima passa na praia coruñesa de Orzán. O meu conterrâneo encontrou um emprego de salva-vidas. Ou seja, tem que entrar na água para resgatar as pessoas.

O Oceano Atlântico do lado de cá, como bem me havia alertado o meu amigo Maurício, é gelado. Eu já pisei nele, mas foi só pra dizer que tinha entrado no mar. Não passei da canela, é óbvio. Agora imagina ser obrigado pela profissão a mergulhar o quanto for necessário? Daniel é um herói. O governo brasileiro precisa dar uma medalha a este homem de coragem infinita. Leiam o texto para ver como o pobre coitado sofre diariamente. Come o pão que o diabo amassou e depois mergulhou num balde de gelo.

Mi casa está vacía

P1020423

Me siento en casa cuando el sonido del agua de tu ducha cesa y me despierta. Cinco minutos llenos de pequeños ruidos de toallas, productos de belleza y zapatillas después, abres la ruidosa puerta y sé que me toca levantarme.

Me siento en casa cuando el secador de tu habitación me recibe tras mi ducha. Mientras me arreglo en medio a mi caos, tú te arreglas en medio a tu impecable rutina.

Me siento en casa cuando llego a la cocina para el desayuno antes de ti y te veo mezclar leche caliente en los cereales. Y también cuando tú llegas antes de mí y, cómo tienes más tiempo, te haces una tortilla francesa para que no sientas hambre antes de la comida.

Me siento en casa al escuchar tus indefectibles pasos mientras haces todo eso. Toc, toc, toc, los tacones acompañan el ambiguo ritmo de tu cuerpo: rápido y asertivo, señal de alguien que sabe dónde va, y al mismo tiempo delicado y calculado, una revelación de tu omnipresente feminidad.

Me siento en casa cuando llego a la cocina y me obligas a guardar los platos en el fregadero, porque ya no hay un centímetro libre para nuevos platos mojados. Porque fuiste la última en usarlos y prefieres siempre usar todo el espacio libre posible para no tener que guardarles. Guardar a los platos es mi especialidad: lo hago a toda velocidad y meticulosamente arreglo las ollas conforme su tamaño y forma. Limpiar a la cocina, sin embargo, es tu especialidad. Me siento en casa cuando veo el brillo perfecto envolviendo a las tres bocas de gas y la cuarta, eléctrica.

Me siento en casa cuando escucho tu suave ronquido en las noches después que bebes vino, tu suave canto mientras tocas tus canciones favoritas en tu habitación, y nuestros nada suaves cotilleos durante las periódicas sesiones de limpieza de ventanas.

Me siento en casa cuando tu móvil empieza a tocar a la canción de Oasis Stand By Me y me trae recuerdos de mi otra casa. O cuando busco, siempre sin éxito, por la chocolatería en Los Rosales donde entramos una noche fría y lluviosa. Allí tomamos el mejor chocolate de la ciudad mientras nos reíamos de las inmensas dificultades que enfrentábamos para encontrar una casa. Me dijiste que no me agobiara, que tuviera paciencia, porque nuestra casa luego se revelaría para nosotras.

Mi casa está vacía.

los zapatos rojos

Descubra aqui quem é a dona desse par de sapatinhos que veio me visitar e comer salada de frutas.

canada day

Sem mais.